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Moradores de Planaltina vão comemorar os 150 anos da cidade, hoje, com a Romaria de Nossa Senhora de Fátima, evento que expressa a tradição e fé populares e vem sendo promovido desde 1943. Para enfatizar as raízes culturais e religiosas, este ano a Romaria volta a ser feita a pé, como acontecia na década de 50. A concentração será, às 6h, na Igrejinha São Sebastião, monumento tombado pelo Patrimônio Histórico, com saída prevista para as 7h. Os participantes levarão o andor com a imagem de Nossa Senhora guiando os romeiros e devotos na companhia do arcebispo de Brasília, dom João Braz de Aviz. A chegada ao Morro da Capelinha está prevista para as 9h, quando será celebrada missa. O Morro da Capelinha é também o local onde se realiza, todos os anos, o espetáculo da Via-Sacra de Planaltina.
Planaltina é a cidade mais antiga do Distrito Federal, fundada em 1859. Anteriormente, chamada povoado Mestre D´Armas, ainda preserva marcos históricos, como a Pedra Fundamental da construção de Brasília e o Museu Histórico e Artístico.
Construído no final do século 19, o casarão do museu tem estilo colonial da arquitetura portuguesa. Desapropriado para tornar-se museu, reúne fotografias, objetos e móveis, como um piano alemão pertencente ao casarão desde 1926. Inaugurado em 22 de abril de 1974, o antigo casarão hospedou a comitiva da Missão Luiz Cruls e foi tombado como patrimônio público. Foi reformado em 2007 e reaberto em 2008.
Outro evento em comemoração ao sesquicentenário da cidade será promovido pelo Arquivo Público do Distrito Federal, que produziu e montou a exposição de 11 cartazes, que contam em textos e imagens a história de Planaltina. Constam da exposição fotografias da primeira visita do presidente Juscelino Kubitschek e da construção e inauguração de Brasília. A exposição será no museu, na Praça Salviano Monteiro, até o final de setembro.
Capelinha foi construída para pagar milagre
Monte sagrado, local de devoção onde se realizou em 1943, pela primeira vez, uma romaria em homenagem a Nossa Senhora de Fátima no Planalto Central. Todos os anos recebe milhares de fiéis para a encenação da Via-Sacra e para louvar Maria, Mãe da Igreja Católica.
A edificação da Capelinha se deu como cumprimento de uma promessa. Dona Olivia de Campos Guimarães fez promessa pelo restabelecimento da audição de sua filha Dulce. Mandou edificar uma capela em homenagem a N.S. de Fátima no ponto mais alto de Planaltina, dando início a uma romaria. Na época, o esposo de Dona Dulce, Geraldo Alves Borges, mandou trazer de Portugal uma imagem da Virgem de Fátima. Em 8 de agosto de 1943, com missa celebrada pelo padre Antonio Marsigaglia, foi inaugurada a Capela. Após a missa, o padre Antonio batizou o menino Salviano Borges, filho de Dona Dulce.
A partir de então, todos os anos a Romaria é realizada em domingo próximo ao dia 13 de agosto. A partir deste ano, a pedido do arcebispo de Brasília, dom João Braz de Aviz, a homenagem a Nossa Senhora será realizada como nos primeiros anos: a pé com a procissão saindo da antiga Igreja Matriz de São Sebastião.
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