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Cursos de desenho de moda espalhados pela cidade ensinam alunos a criarem seus próprios modelos

Tamanho da Fonte      Redação Jornal Coletivo

 

[legenda=Erika Benevides, coordenadora da Escola Progettare: “além de adquirirem bons conhecimentos teóricos, os alunos aprendem muito na prática”]

Quem deseja se tornar um grande estilista, mas ainda não teve oportunidade de estudar em uma instituição de nível superior, os cursos técnicos podem ser uma porta de entrada para a realização do grande sonho. Rápido e prático, a especialização de desenho de moda forma profissionais habilitados para trabalharem no segmento, desenvolvendo coleções com peças de vestuário e acessórios. “Para aqueles que querem começar a estudar nessa área, esse curso é uma ótima opção. Além de adquirirem bons conhecimentos teóricos, os alunos aprendem muito na prática”, comenta a coordenadora de cursos da Escola Progettare, Erika Benevides.


Para a professora Jaqueline Alcântara, a especialização forma profissionais prontos para o mercado. “Como trabalho final, os alunos sempre desenvolvem uma coleção com seis looks, seguindo as tendências da estação. Com isso, eles acabam aprendendo bastante”, garante.

Muitas alternativas
Na cidade existem muitas opções para os que almejam conhecer e desenhar itens de moda. A escola MS Desenhos, na 116 Sul, oferece o curso com 50 horas/aula e duração de cerca de dois meses. Já a Progettare, na QI 9 do Lago Sul, promove a especialização com 75 horas/aula. O Senai, ao contrário das demais, ministra o curso gratuitamente e com carga horária maior: 160 horas/aula. “Nas escolas com carga horária menor, o curso é bem compacto. No Senai, é mais externo e mais abrangente”, ressalta Jaqueline Alcântara. Durante as aulas, os alunos aprendem técnicas bem específicas da área, como a criação de croquis, noções de proporção e volumes, desenho técnico de peças de vestuário, pesquisa de tendências e conceitos de moulage. “Ao término do curso, eles saem com um conhecimento completo de formas, volumes, croquis masculino e feminino, além de uma boa bagagem teórica”.

Pouca mão-de-obra especializada
[legenda=Geralmira Alves quer melhorar seu trabalho de costureira]
[legenda=Patrícia Barros está vislumbrando o lado empresarial ] Jaqueline é uma das poucas especialistas em desenho de moda em Brasília. “Acredito que eu seja a única professora da área na capital. No Brasil existem pouquíssimos cursos específicos. Então, fica essa carência”, conta ela, que estudou desenho de moda e corte e costura em Barcelona.


   A professora aponta outro sério problema no segmento: a falta de matérias ligadas a desenho nas grades dos cursos. “Cerca de 80% dos meus alunos são estudantes de nível superior nas faculdades da cidade e se queixam muito da falta de uma matéria direcionada ao desenho de moda. Muitos afirmam que algumas disciplinas até abordam o tema, mas de forma muito superficial. Isso é muito complicado, já que saber os conceitos do desenho é extremamente importante para estilistas”, ressalta. Para suprir a demanda, Jaqueline aposta nos alunos que estão se formando. “Quero capacitá-los para que possam dar aulas e aumentem  número de profissionais na área”.

Público diversificado

[legenda=Mirian Tomaz: “pretendo me tornar uma personal stylist”][legenda=Hélio Martins, 18 anos, buscou o curso por curiosidade]Além de muitos universitários, os cursos atraem públicos bem diferentes com idades que variam de 14 a 60 anos. “Muitos procuram o curso para decidirem se querem realmente trabalhar na área. Para eles, as aulas são um teste. Há outros que são autodidatas e desejam aprender com uma iniciativa mais rápida. Há até mães que acompanham as filhas, gostam e acabam participando também. Enfim, um grupo bem amplo”, comenta Erika Benevides. A professora Jaqueline Alcântara tem a mesma opinião. “No Senai, por ser gratuito, acaba abrangendo um público bem amplo. Tem empresárias que buscam a especialização para entender mais do meio em que trabalham e até costureiras que querem desenhar os modelos propostos pelos clientes. Há ainda os curiosos, que veem no curso uma oportunidade de conhecer novas coisas”.


Um exemplo dessa diversidade são os alunos Hélio Martins, de 18 anos, Mirian Tomaz, de 38 anos, Patrícia Barros, de 32 anos, e Geralmira Maria Alves, de 43 anos. Todos eles procuraram as aulas por motivos bem diferentes. “Vim por curiosidade. A princípio, queria estudar consultoria de moda porque já fiz cursos nessa área. Achei interessante a proposta do Senai e decidi fazer”, conta Hélio, o único homem da turma, que não tem preconceito e fala com orgulho que estuda moda.

[legenda=Jaqueline Alcântara é uma das poucas especialistas em desenho de moda em Brasília: “no Brasil existem pouquíssimos cursos específicos”]


Já Mirian chegou ao curso sabendo muito bem o que queria. Desde criança, a moradora de Vicente Pires gosta de desenhar bonecas com vestidos. “Adoro moda e tenho muitas expectativas com esse curso. Pretendo realizar meu sonho e me tornar uma personal stylist”, afirma a atendente de telemarketing. Patrícia, que é proprietária da loja da Tecelana Tecidos, escolheu o curso para entender mais do meio em que trabalha, visando o lado empresarial. “Temos vários estilistas na loja e quero entender melhor o que eles fazem”.


A costureira Geralmira também buscou o curso para melhorar seu trabalho. “Já desenhava um pouquinho antes de começar o curso e estou melhorando muito. Não quero parar por aqui, pretendo fazer faculdade e, em breve, me tornar uma grande estilista”, planeja.

 

(Com a colaboração da estagiária Ana Carla Rodrigues).


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