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Ricardo Faria
rfaria@jornaldacomunidade.com.br Redação Jornal Coletivo
Começou, ontem, o maior evento literário de Brasília; a 28ª Feira do Livro que, após vários contratempos, começa a ser realizada como parte das comemorações dos 50 anos da capital federal. Com 100 estandes, a expectativa é que mais de 40 mil pessoas passem pelo evento até o seu final, no próximo dia 29. A entrada franca é possível se comprar livros por preços acessíveis ao bolso de todos. Os homenageados deste ano são o escritor mineiro Ziraldo e o poeta paulista radicado em Brasília Reynaldo Jardim. “A feira é um dos principais eventos, e oferece a população o livro, aproxima ela de uma boa leitura e com o diferencial dos preços mais acessíveis”, diz o presidente da Câmara do Livro, Adrian Carvalho.
Com o mesmo local, após uma breve indecisão, o evento continua na área externa do Pátio Brasil e conta com um grande apoio do GDF, da Secretaria de Cultura e do Shopping. Para o expositor Robinson Martins essa decisão foi a melhor que poderia ter sido tomada. “Na Esplanada seria mais afastado do público, aqui como é um shopping se torna mais próximo do consumidor, aliado ao Festival de Brasília que também tem um público leitor grande, aumenta mais a nossa expectativa”, assegura. O escritor James Misse, que esta expondo pela sexta vez na feira já tendo publicado 19 livros, fala sobre a iniciativa do governo em não deixar a feira acabar.
“É uma grande ação do governo, só acho que deveria investir um pouco mais”. Segundo ele, que acabou de chegar de uma feira literária em Pernambuco, o governo local investiu 11 milhões, e isso é importante para que o brasil se torne um país onde as pessoas tenham hábitos de leitura. “Esses eventos servem para mostrar que bons livros podem custar pouco”.
Durante a feira, o público poderá se deliciar com o café literário, aliando uma boa leitura, poesia com um bom café por exemplo. “Lá o leitor esta mais próximo do autor”, destacou Carvalho. Segundo ele, a prioridade para expor na feira é dos associados e as vagas que sobram são destinadas as pessoas da área livreira. “Depois de destinar os estandes para os associados, nos completamos com os escritores, poetas, pessoas da feira”. Frequentadora assídua da exposição, Gisele Mesquita diz que sempre que possível prestigia a feira. “Sempre venho aqui, é muito importante esse tipo de iniciativa”, pontua. A leitora diz que não poderia haver melhor local para se realizar a feira. “O local é excelente, e dá mais acesso aos livros, principalmente pelos preços”, finalizou.
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