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ANE GOTTLIEB
asilva@jornaldacomunidade.com.br Redação Jornal Coletivo
O novo diretor-geral da Polícia Civil do Distrito Federal, Pedro Cardoso, afirmou hoje, após a solenidade de posse, que a crise política não influenciará a PCDF. Cardoso assumiu o cargo no lugar de Cleber Monteiro, policial desde 1982, que decidiu se aposentar. A solenidade contou com a presença do secretário de Segurança Pública, Valmir Lemos. Cardoso também afirmou que os dois policiais presos, acusados de colocar escutas na Câmara Legislativa do DF, estão sob investigação.
Cleber Monteiro, que deixa o cargo para se aposentar, relatou que entregar a diretoria é um segundo marco na sua vida. O primeiro foi quando assumiu a polícia há 28 anos. Monteiro começou a carreira na polícia como agente e passou por cargos como chefe de sessão, delegado assistente, diretor de divisão, delegado-chefe, diretor de departamento e diretor-geral.
O secretário de Segurança Pública Valmir Lemos disse que a aposentadoria é uma coroação à carreira. Lemos também contou que Monteiro foi o seu primeiro chefe no 10° Departamento de Polícia, e que com ele aprendeu que ter calma é uma característica fundamental para uma boa investigação. Sobre a nomeação de Pedro Cardoso o secretário disse que foi uma escolha técnica “Foi uma escolha técnica porque o Pedro possui todos os requisitos e até mais para assumir este cargo”, afirmou.
Pedro Cardoso tem 25 anos de carreira na Polícia Civil, já passou por cargos como agente, delegado e diretor de departamento. Ele assumi a diretoria da Polícia em um momento de crise política mas afirma que isso não afetará o seu trabalho “ A crise política é uma coisa, direção de polícia é outra. Não tem contaminação na Polícia Civil”. Segundo ele a PCDF tem autonomia prevista pelas leis do País e que é um orgão do estado e não de governo. Além de cargos na Polícia, Pedro também já foi administrador do Núcleo Bandeirante, em 2006.
Sobre o caso dos dois policiais presos, na semana passada, acusados de colocar escutas ambientais próximos a gabinetes de parlamentares na Câmara Legislativa, o diretor disse que o inquérito está com a Divisão de Combate ao Crime Organizado (Deco) por envolver policiais e autoridades.
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