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Casos semelhantes existem em todo o País, informa o consultor Wolmer de Almeida Januário. “Só aqui na advocacia temos processos de todo o Brasil. O Exército não ampara o militar com menos de 10 anos de carreira da mesma forma que ampara o militar com mais de 10 anos. Isso é um grande erro”.
Com receio de sofrerem represálias dentro do quartel, os militares acabam não expondo os problemas que acontecem dentro das Forças Armadas. “Tenho um ligamento cruzado mal posicionado na perna esquerda. Eu adquiri o problema durante o treinamento de cabo. Já tive parecer de médico falando que não posso trabalhar, mas eles não liberam. Tem muita gente do mesmo jeito”, declara um cabo do exército que não quis se identificar.
Torres agora luta para conseguir a aposentadoria e continuar o tratamento, já que sem trabalho, as despesas são muito altas. “A única coisa que o exército me deu depois que fui desincorporado foi o direito de me tratar no Hospital das Forças Armadas, mas no mês passado, precisei da emergência e me disseram que só tenho direito aos serviços ambulatoriais. Até isso o Exército me privou. Vou lutar até o fim para ter o meu direito”, finaliza o ex-cabo.
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