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FABIO MAGALHÃES
fchaves@jornaldacomunidade.com.br Redação Jornal Coletivo
Considerada uma das regiões mais antigas do Distrito Federal, Planaltina foi fundada em 1859 e hoje possui 147.114 mil habitantes, que convivem, diariamente, com o caos na saúde pública. Pacientes revoltados enquanto esperavam atendimento no Hospital Regional de Planaltina (HRPl) relataram o descaso do sistema, que na região é ainda maior devido ao fato de a cidade estar nos limites do Estado de Goiás. A proximidade causa aumento na demanda de pacientes oriundos de municípios goianos e mineiros, causando a superlotação da unidade de saúde. Durante a visita da equipe do Coletivo, a fila para emitir a Guia de Atendimento de Emergência (GAE) era enorme e dentro do pronto-socorro outra multidão aguardava ser chamada para receber atendimento médico de urgência.
Se não bastasse a superlotação com os pacientes do DF, do lado de fora era visível a quantidade de carros oficiais de prefeituras municipais do Entorno. Um deles era de Damianópolis (GO) – município localizado a 600 quilômetros de Brasília – e trazia cinco pessoas para se consultarem. O agricultor Lucival Marinho, que fraturou o braço, era um dos passageiros. Ele alega que na cidade onde mora não há aparelhos de raios X, e que por isso todos os pacientes são encaminhados ao Distrito Federal.
Diante da situação, a dona de casa Adélia Bastos tentava se conformar com a demora no atendimento. Do lado de fora e um pouco impaciente, Adélia disse que chegou ao hospital às 6h e às 11h ainda não tinha sido atendida. “Para ser atendido aqui temos que morrer primeiro. O jeito nesta fila é rir para não chorar, já que não temos a quem recorrer”, desabafa Adélia.
O agente funerário Rafael Melo relatou o drama passado para conseguir o atendimento. Na última segunda-feira à noite, teve de esperar mais de 4 horas para ser atendido, e quando finalmente conseguiu entrar no consultório, o médico o destratou e não emitiu atestado médico. Ele teve que retornar a unidade no dia seguinte. “O tratamento aqui é um lixo. Os médicos, enfermeiros e vigilantes não têm respeito por ninguém. Principalmente o que me atendeu e disse que à noite não se emite atestado médico”, comentou o jovem.
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