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Armadilhas contra a dengue

Saúde tem intensificado vigilância nas diversas regionais do Distrito Federal

Tamanho da Fonte     Rosália Almeida
rpereira@grupocomunidade.com.br
 Redação Jornal Coletivo

[legenda=Agentes instalaram armadilhas para captura da larva do Aedes em áreas do Sudoeste][credito=Foto: Renata Sousa - SES/DF]A Diretoria de Vigilância Ambiental da Secretaria de Saúde reforçou nesta semana, no Sudoeste, a colocação de armadilhas para detectar larvas do mosquito da dengue. O objetivo é monitorar as áreas com baixo índice de infestação do mosquito Aedes aegypti e fazer com que os técnicos da secretaria tenham informações relativas às cidades consideradas como de baixo risco. Além do Sudoeste, a ação ocorre em Águas Claras, Arniqueira, Riacho Fundo I e II e SIA/SAAN.


De acordo com a gerente de Operações de Campo em Vigilância Ambiental, Kenia Cristina de Oliveira, a colocação de armadilhas (ovi trampa) ocorre todos os anos e destina-se a comprovar os índices de infestação predial previamente levantados e também para que a Dival tenha segurança de ação, já que normalmente os agentes de saúde ambiental são deslocados para as áreas com maior ocorrência de larvas do mosquito.


Durante esta semana, após a conclusão do diagnóstico rápido no DF para vigilância entomológica do Aedes aegypti, ficou estabelecido que o trabalho de vigilância deve ser intensificado na Asa Sul, Guará I e II, lago Sul e Park Way. Em todas essas cidades os índices de infestação foram considerados altos, acima de 3,9%, o que indica risco de surto.


No levantamento coordenado pelos Núcleos Regionais de Vigilância Ambiental, 10 localidades tiveram índice de infestação predial abaixo de 1%, 22 alcançaram índice de 1% a 2,4% e quatro localidades ficaram acima de 3,9%. Segundo a gerente, durante o período de chuvas é esperado um aumento dos índices, tanto que é feita uma avaliação dos imóveis durante o mês de outubro, antes das chuva , em janeiro, – no meio do período chuvoso  e no fim de março, quando acaba o período


Sistema engana o Aedes aegypti
Em relação às armadilhas, a gerente de Operações de Campo em Vigilância Ambiental, Kenia Oliveira, explica que trata-se de pequenos frascos com um ambiente propício para que a fêmea dos Aedes deposite os ovos, que depois são recolhidos pelos técnicos. Esses frascos são colocados perto uns dos outros, uma vez que a fêmea coloca, em média, 1.500 ovos durante a vida adulta, distribuídos em locais que chegam a 300 metros de distância entre cada um.


Ainda de acordo com a bióloga, é preciso contar com a popio da comunidade. Os moradores devem estar atentos e lavem os recipientes que comportem água, toda semana. “Não é preciso esperar que o agente passe na residência para eliminar a água parada e fazer a limpeza porque o ciclo de vida do mosquito é menor do que o espaçamento das visitas”, reforça.


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