Tamanho da Fonte Redação Jornal Coletivo
A greve dos vigilantes do Distrito Federal, que foi deflagrada ontem por tempo indeterminado, deixou hoje a população sem acesso a serviços bancários. Isso porque uma lei proíbe o funcionamento de “estabelecimento financeiro onde haja guarda de valores ou movimentação de numerário que não possua sistema de segurança”, sistema este que inclui os vigilantes. A categoria é formada por cerca de 20 mil profissionais, que além de bancos, atuam em hospitais e órgãos públicos e privados.
No fim da manhã de hoje, a reportagem do Coletivo passou por diversas agências no Setor Comercial Sul. Todas estavam fechadas. Em uma delas, funcionários de uma empresa de transporte de valores aguardavam na porta para saber se poderiam fazer a descarga. Isso quer dizer que os caixas eletrônicos podem ficar sem dinheiro. Para garantir que a lei seja cumprida, o Sindicato dos Bancários de Brasília vai apoiar a mobilização dos vigilantes e informou que vai percorrer, durante o dia de hoje, todas as agências do Distrito Federal.
De acordo com o Sindicato dos Vigilantes do DF (Sindesv-DF), a paralisação ocorre para cobrar das empresas de vigilância uma proposta salarial mais justa para os trabalhadores, que recebem um salário base de R$ 1.299,00. A entidade não sabe qual a adesão neste primeiro dia de greve, porém, todos os trabalhadores foram convocados para fazer parte do movimento.
Reivindicações – A categoria reivindica 15% de reajuste salarial, 8,33% em gratificação por risco de vida e tíquete-alimentação de R$ 25 por dia. O Sindicato das Empresas de Segurança Privada, Sistemas de Segurança Eletrônica, Cursos de Formação e Transporte de Valores (Sindesp-DF) informou que fez uma contraproposta que prevê 16,68% de reajuste (9,94% de inflação acumulada em 16 meses, mais 7% em gratificações) e R$ 17 de valor diário para alimentação (que hoje é de R$ 13,50).
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