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Os depoimentos da fase de instrução do crime da 113 Sul foram retomados pelo Tribunal do Júri na sexta-feira (3), sendo ouvidas mais três testemunhas da defesa de Adriana Villela, filha do casal Maria e José Guilherme, assassinados junto com a empregada da casa, Francisca há mais de dois anos, e que está sendo acusada de ter sido a mandante do crime. Os ouvidos foram o advogado da cidade de Montalvânia (MG), Geraldo Flávio, que reforçou a ideia de que a delegada Mabel de Faria, da Corvida, que conduziu as investigações, trabalhou para que os autores do crime, presos pela 8ª DP, indicassem Adriana como mandante, o que não aconteceu no primeiro momento; Ana Carolina Lamy, amiga de Adriana; e o delegado Emivaldo, da 8ª DP, que comandou em Montalvânia a prisão dos autores, o ex-porteiro Leonardo e Paulo, e os receptadores dos dólares e das joias roubados. Segunda (6) e terça-feira (7) os depoimentos continuam, mas dificilmente o juiz Fábio Esteves escapará de marcar novas datas para prosseguir com os depoimentos, já que será ouvida em primeiro lugar a delegada Deborah Menezes, que comandava na época a 8ª DP, cuja oitiva deverá ser longa, além de outras testemunhas, mais os réus, Adriana, Leonardo, Paulo e Francisco Mairlon, cujos depoimentos também devem ser longos.
O fato constatado por quem acompanhou os depoimentos da fase de instrução, inclusive policiais experientes, é que as provas que davam sustentação à acusação feita pela delegada Mabel e acatada pelo promotor do Tribunal do Júri, Maurício Miranda, estão caindo por terra, inclusive a mais forte, o laudo de datação de digitais que colocaria Adriana Villela na cena do crime.
“Não há, no mundo, nenhum laudo que tenha conseguido datar as digitais de uma pessoa, porque é impossível, como ficou constatado após os depoimentos da fase de instrução. E, se o fosse, seus autores deveriam se candidatar ao Prêmio Nobel de Química”, disse o advogado de defesa de Adriana, Antônio Carlos de Almeida Castro, o Kakay.
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