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Aterro sanitário deixa população insatisfeita

Editais do Novo Aterro Oeste devem sair em dois meses

Tamanho da Fonte     TATIANE ALVES
tsantana@jornaldacomunidade.com.br
 Redação Jornal Coletivo

[legenda=População se coloca  contra novo aterro. Muitos podem ficar sem moradia][credito=Foto: Brito]

A maior parte do lixo produzindo em Brasília é levado para o lixão da Estrutural, que acumula mais de 30 milhões de toneladas de resíduos. E assim como o lixão colocou em risco a qualidade de água do Parque Nacional de Brasília, a área escolhida para servir de novo aterro sanitário do Distrito Federal coloca em risco uma grande área de veredas e nascentes em Samambaia. Além disso, pessoas que moram próximo ao aterro podem ficar sem moradia.


A área de maior risco é o Parque Ecológico Gatumé. O aterro sanitário fará divisa com o Gatumé, com o Córrego Samambaia e Melchior e com a Expansão de Samambaia, que abriga mais de 30 mil moradores.


Várias manifestações estão sendo feitas pelos moradores de Samambaia. Delsion Pereira Lima, prefeito da cidade, conta que conseguiu recolher até agora 500 assinaturas contra o lixão. “O lixão além de colocar em risco a saúde dos moradores, não vai trazer emprego para a população. Eles não falam em transferir os moradores, querem tirar essas pessoas daqui de qualquer jeito”.


Maria de Fátima Soares é uma das pessoas que podem ficar sem casa. Em janeiro foi notificada pela Agefis para desocupar a casa em que vive.


Como anda o processo de operação

 

Os editais de licitações para a construção e operação do Novo Aterro Oeste serão lançados em dois meses. Por meio deles, serão definidos os critérios para a construção do novo aterro sanitário, que garantirá a disposição correta dos resíduos sólidos do Distrito Federal. Além disso, o GDF vai cumprir o prazo para eliminar o lixão da Estrutural e substituí-los pelo aterro sanitário até 2014, conforme a Lei de Resíduos Sólidos determina. A Adasa (Agência Reguladora de Águas, Energia e Saneamento Básico) assinou contrato com a empresa Geotec para fornecer apoio técnico à equipe da Superintendência de Resíduos Sólidos (SRS) na elaboração do termo de referência para construção e operação do aterro sanitário de Samambaia, que substituirá o lixão da Estrutural.

 

 

 

Lixão poderá colocar em risco a saúde e desapropriar casas

Fala povo

O que você acha da construção do aterro?

 

“A saúde e a qualidade de vida serão afetadas, sem sombra de dúvida”.
Maria Elias, moradora de Samambaia há 19 anos

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

“Vou lutar até o fim para garantir uma boa qualidade de vida para esse povo, que além de se preocupar com a saúde, tem medo de acordar e não saber onde  irá dormir”.
Delsion Pereira, prefeito de Samambaia

 

 

 

 

 

 

 

 

 

“Eu tenho uma filha de dois anos. Se eu perder a casa, para onde vou, e como vou sobreviver”?.
Maria Soares,
moradora há 23 anos


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